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Limpeza de Pisos cerâmicos, porcelanatos e pedras: veja dicas de como mantê-los limpos e bonitos

Limpeza de Pisos cerâmicos, porcelanatos e pedras: veja dicas de como mantê-los limpos e bonitos
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A lavagem de pisos “frios” como pedras, cerâmicas e porcelanatos deve ser feita com detergentes neutros

Piso limpo é sinônimo de beleza e casa bem cuidada, mas também pode ser motivo de dor de cabeça para o consumidor. Afinal, como limpar pedras, cerâmicas e porcelanatos sem agredi-los? Vale tudo na hora tirar aquela mancha difícil, ou existem produtos mais adequados para cada situação?

Uma coisa é certa, a melhor solução nem sempre é aquela ao alcance das mãos, ali, na despensa: ácidos, água sanitária e cloro são produtos proibidos quando se fala na limpeza de qualquer tipo de piso, pois tiram o brilho das superfícies.

“Limpa-pedras nem pensar, o produto contém ácido muriático e é recomendado apenas para limpar superfícies que sofreram grandes sujidades, com aderência de massas de cimento ou concreto”, explica Ricardo Ribeiro, um dos diretores da Colar, empresa que comercializa produtos para limpeza e restauração de pisos.

Além desses produtos proibidos, a limpeza com álcool e com desinfetantes comuns também sofre restrições. O álcool é um solvente que pode transferir pigmento de outras superfícies para o piso – como o pano -, e causar manchas difíceis de retirar. Porém, se o aplicador estiver bem limpo, o produto pode ser usado para retirar manchas pontuais em pedras, cerâmicas e porcelanatos.

Por sua vez, os desinfetantes abrem os poros da camada superficial dos pisos ditos frios, que acabam absorvendo mais sujeira do que deveriam. Resultado: o chão torna-se cada vez mais difícil de limpar.

limpeza porcelanato
Porcelanatos e outros pisos “frios” devem ser limpos com água e detergentes neutros

Mas então, como limpar?

No entanto, apesar de tanta restrições, a regra básica da limpeza eficiente é muito mais simples do que se imagina: uma simples aplicação de rodo e pano úmido. “Todos os materiais, cada um a seu tempo, sofrem deterioração em contato com a água, daí vale sempre a regra do uso moderado”, explica o pesquisador do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Eduardo Brandau Quitete.

“É muito comum a lavagem do piso interno como se fosse o quintal de casa, principalmente se for de pedras polidas”, o que, adverte o pesquisador, “não é o mais adequado”. Quando se faz necessária a higienização profunda, o recomendável é aplicar apenas detergente neutro diluído em água. Essa medida é aceitável para todos os tipos de piso: cerâmicas, porcelanatos e pedras.

“Pode até ser detergente de louça, mas o ideal é que seja um detergente específico para o tipo de piso em questão, porque, além de render muito mais, possui formulação adequada para a limpeza desse tipo de superfície”, explica Ribeiro.

Segundo o empresário, existem detergentes neutros específicos para pedras, cerâmicas e porcelanatos. Esses produtos estão a venda em home centers, casas especializadas em limpeza, supermercados e até pela internet. Mas dois cuidados são necessários. Primeiro, certificar-se quanto às indicações antes de comprar e seguir as instruções. “São grandes os erros cometidos na hora da compra pela falta de leitura das indicações de uso e instruções dos produtos”, diz.

Exemplo de erro comum é a compra de decerantes ou removedores de cera para mármores e granitos. O produto é alcalino, mas, no mármore, que é menos resistente do que o granito, ele abre os poros e deixa a pedra mais suscetível às sujidades. De toda forma, observar as instruções não basta, é necessário que o consumidor compre e empregue apenas produtos regulamentados.

LIMPEZA COMUM

Se o piso estiver em bom estado, a manutenção rotineira recomendada é a limpeza dos resíduos soltos com vassoura ou aspirador e a aplicação de pano úmido. Para limpezas semanais ou quinzenais vale a aplicação de solução de detergente neutro diluído em água, com rodo e pano. Deve-se evitar o uso de esponjas ásperas, cerdas de aço ou qualquer outro metal que risque os porcelanatos e abra os poros das pedras.

A quantidade de detergente varia de acordo com a marca, concentração do agente e piso a ser aplicado. Há produtos que pedem a diluição de uma parte do químico em até 50 partes de água. “Os porcelanatos polidos, porém, requerem diluições ainda maiores, menos agressivas”, explica a arquiteta Patrícia Zambom, da área técnica da Portobello. Após a limpeza, a solução deve ser retirada com água e a superfície seca com pano macio.

A aplicação de ceras líquidas nas pedras e nas cerâmicas, (exceção feita ao porcelanato), também é permitida, desde que seja um produto específico com indicação explicita no rótulo da embalagem. De acordo com Eduardo Barbosa Gomes, diretor da Tratfloor – empresa especializada em limpeza de pisos – para mármores, granitos e ardósias é recomendada uma impermeabilização prévia que proteja a pedra de manchas causadas por líquidos, mas é importante utilizar produtos que não alterem a cor da pedra.

LIMPEZA PÓS-OBRA E FAXINAS

Esse tipo de limpeza deve ser feita com extremo cuidado, pois é comum haver materiais abrasivos aderidos à superfície do piso e que podem riscar as peças. Existem empresas especializadas no mercado, mas é sempre bom checar procedência e resultados.

De acordo com a arquiteta Patricia Zambom, em caso de muita sujeira, uma limpeza caseira eficiente – que pode ser feita a cada seis meses – é a aplicação de uma solução de saponáceo cremoso e água nos pisos cerâmicos ou porcelanatos. O chão deve ficar “de molho” cerca de 10 minutos e só depois ser esfregado suavemente com vassoura de pelo. Terminado o processo, retire totalmente o produto usando água. “Escovas de metal são proibidas, mesmo para limpezas mais pesadas”, explica a arquiteta.

REJUNTES

A limpeza do rejunte claro é um capítulo a parte, e vai depender do tipo de material empregado e a causa da sujeira. Existem basicamente dois tipos de rejunte: o epóxi – muito impermeável – e o de base cimentícia, largamente utilizado.

O rejunte epóxi requer um cuidado extremo na aplicação, pois uma vez aplicado ele endurece e leva consigo toda e qualquer sujeira que possa estar misturada à massa. “É praticamente impossível tirar a sujeira que gruda no rejunte epóxi na hora da aplicação”, explica a arquiteta Patrícia Zambom. No entanto, depois de endurecido, sua manutenção é muito mais fácil.

O rejunte com base cimentícia é mais simples de aplicar, mas pode agregar muito mais sujeira ao longo do tempo.

A arquiteta recomenda que ambas as aplicações sejam feitas em obra limpa, pois o excesso de poeira, gesso e mistura de potes inadequados pode contaminar a massa que acaba secando junto com resíduos.

Regra geral é o uso de produto específico para o piso assentado. “Rejuntes de porcelanatos possuem partículas mais agregadas”, explica.

Para o caso de rejuntes cimentícios encardidos, que necessitam uma limpeza mais pesada, vale o uso do “molho” com saponáceo e abrasão suave com escova de dentes de cerdas macias. No entanto, todos os profissionais consultados concordam que só se deve esfregar a linha de junção, de maneira a evitar ao máximo as bordas do piso, principalmente se do porcelanato polido. Há também produtos específicos para limpeza de rejuntes no mercado, que prometem a não-abrasão e evitam riscos e manchas no piso.

No caso de massas coloridas a limpeza é a mesma, com a ressalva de que alguns tipos de pigmentos (como os micropigmentos azuis e vermelhos) podem ser retirados pelo atrito e abrasão, debotando com o tempo.

O Grupo Sentax é especialista em limpeza e restauração de pisos.
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Fonte:Uol Mulher

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